Blog

Algo que poucos conhecem chama-se Vagal Nerve Stimulation Therapy e representa uma terapia focada em estimulação de nervo periférico para ajudar o controle de crises convulsivas.

A terapia está cada vez mais disponível nos centros de saúde e está focada no tratamento da epilepsia, ou seja, descargas elétricas cerebrais maciças, indesejáveis, que acometem as vezes uma única localização ou eventualmente mais de uma localização de descarga cerebral.

As descargas quando localizadas em apenas uma específica posição são chamadas de crises convulsivas focais e geralmente são causadas por lesões as vezes tumorais, as vezes cicatriciais, as vezes displásicas (malformações do tecido) em determina região tornando possível a repetição do evento sempre nesta mesma localização. Neste contexto a estimulação de nervo periférico não é a melhor possibilidade do tratamento estando a cirurgia convencional focada na exérese da lesão a terapia com o uso de drogas anti-epilépticas as opções possíveis.

Nos casos nos quais as descargas convulsivas são provenientes de múltiplas localizações, ou seja, crises convulsivas multifocais o tratamento convencional de cirurgia não pode ser efetuado. Não há a possibilidade de retirada de múltiplas áreas cerebrais e neste contexto o tratamento passa a ser predominantemente focado nas drogas anticonvulsivantes. A falha destas, ou a necessidade de uso excessivo destas abre a possibilidade da utilização da terapia de estimulação do nervo periférico chamada VNS Therapy (Vagal Nerve Stimulation Therapy – terapia de estimulação do nervo vago). O tratamento consiste no implante de um eletrodo ao redor do nervo vago esquerdo junto à região cervical e estimulação do mesmo em uma determinada frequência/intensidade. Tal estímulo tem trajeto ascendente até o núcleo do trato solitário (região importante do cérebro) que descarrega sobre todo o cérebro estímulos reduzindo a atividade epiléptica global do cérebro. O procedimento tem duração aproximada de 1-2 horas e é realizada por um Neurocirurgião Pediátrico. Nesta cirurgia conecta-se ao eletrodo um gerador de pulsos, tipo uma bateria duradoura, que deve ser trocada a cada 5-7 anos conforme o consumo desta. Tire suas dúvidas, estamos a disposição.

epilepsia refrataria 1

epilepsia refrataria 2

Hospitais cadastrados