Problemas Comuns

O que é?

O traumatismo cranioencefálico é uma lesão que pode provocar sérios danos cerebrais. Além de fraturas por toda extensão do crânio, o trauma pode comprometer a parte interna do osso, causando contusões e até coágulo sanguíneo. As lesões ocorrem no lugar do impacto e também no seu lado oposto, fenômeno conhecido também como contragolpe que consiste nas forças de aceleração e desaceleração que atingem o cérebro.

De forma geral, são provocados por fortes impactos na região da cabeça. Na pediatria a incidência de traumatismo craniocerebral é muito comum, já que crianças geralmente se acidentam. Quedas de grandes alturas são as causas mais comuns.

Apesar de ser tratável, o traumatismo cranioencefálico ainda é o principal causador de óbitos em traumas sofridos por crianças e adolescentes. Ele corresponde a até 95% das incidências de morte dentro dos primeiros 20 anos de vida e pode ser caracterizado quanto ao seu mecanismo, gravidade e morfologia.

No mecanismo é analisado o tipo específico de lesão que é dividida entre fechada (contusa) ou penetrante. Geralmente a primeira é a mais comum entre crianças e corresponde a quedas, atropelamentos, acidentes e agressões.

O traumatismo também é medido por sua gravidade, como em casos de lesões leves, moderadas e graves.

E, por fim, o traumatismo craniano é dividido pelo tipo morfológico de cada lesão. A extracraniana compreende lacerações superficiais que não chegam a comprometer a cabeça com seriedade. A fratura no crânio atinge consideravelmente o osso, podendo causar afundamentos e lesões no dura mater (meninge que envolve o cérebro) e no parênquima cerebral (tecido que reveste o cérebro). Já a intracraniana é mais perigosa em crianças, pois pode causar coágulos e concussões.

Quais as causas? 

O traumatismo cranioencefálico é causado por fortes impactos na região da cabeça. Comumente as crianças sofrem com esse tipo de lesão após alguma queda maior que sua altura. Os acidentes mais graves geralmente ocorrem em brinquedos de playground e escadas.

Colisões contra objetos enquanto anda, por exemplo, são menos graves e, com exceção da formação de um galo, não apresentam sintomas. Agora, se essa mesma trombada acontecer enquanto a criança estiver correndo, o agravamento do trauma pode ser maior.

Por isso, diante de qualquer sinal de desconforto, a criança que sofreu o impacto deve ser encaminhada com urgência para um pronto-socorro.

Sintomas 

Na maioria dos casos, o choro sucederá o impacto, independentemente da força exercida sobre a cabeça da criança. Evidente que isso é uma resposta ao susto tomado após a batida e a possível dor localizada. Entretanto, se o choro não cessar e, por ventura, se intensificar em poucos minutos, é sinal que o desconforto está aumentando.

Nesse caso, o responsável terá que ficar em alerta para alguns possíveis sinais. Quando há algum tipo de traumatismo craniocerebral mais contundente, a criança manifesta um quadro de progressiva e persistente dor de cabeça (cefaleia) acompanhada de náusea e vômito.

Se houver concussão grave a vítima também poderá apresentar sono, irritabilidade, sangramento no ouvido e nariz, presença de déficit neurológico, amnésia, desmaio e crises convulsivas.

Inclusive, o aparecimento dos sintomas ocorre até 12 horas após o trauma. Isso se deve à ruptura de algum vaso que, gradativamente, acumula sangue no interior do crânio. Por isso a atenção deve ser redobrada dentro desse período de meio dia.

Diagnóstico

A identificação do traumatismo craniocerebral em crianças deve ser realizada o mais rápido possível. Com a confirmação da lesão, será possível encaminhar o paciente com mais agilidade para o tratamento adequado.

Porém, diferentemente de outros tipos de traumas, o diagnóstico cranioencefálico não é tão eficaz quando realizado por meio de radiografia. Esse exame é mais indicado para problemas de agravamento no osso do crânio como em casos de craniostenoses. Normalmente a criança lesionada é encaminhada para uma tomografia computadorizada da região afetada. Dessa forma será possível identificar se há, ou não, algum tipo de lesão intracraniana e o seu respectivo grau de comprometimento.

Tratamento 

O tratamento para o traumatismo visa, sobretudo, evitar a lesão cerebral secundária que, entre os principais agravamentos, causa alterações na oxigenação sanguínea do cérebro, na temperatura corporal e na pressão arterial da criança.

De forma geral, quando a lesão for leve, o paciente recebe alta logo após um período de dois dias de observação. Nesse tempo a criança recebe regularmente injeções anticoagulantes e remédios que evitam a inflamação cerebral. Após o incidente, o acompanhamento médico de um neurologista pediátrico é uma medida cautelar recomendada.

Já a perda de consciência superior a cinco minutos e quadro convulsivo após o trauma são indícios de lesão mais grave. De forma geral, o paciente manifesta hemorragia internas e fraturas. Diante dessas evidências o procedimento cirúrgico se faz necessário para a recuperação da criança.

Cuidados e primeiros socorros

As crianças, sobretudo as menores de cinco anos, devem estar sob supervisão contínua de adultos. Áreas de lazer como playgrounds de escolas, parques e condomínios, devem dispor de pavimentos emborrachados para amortecimento de quedas.

Escadas devem apresentar proteção com grades que impeçam a circulação de crianças.

A utilização de cadeirinhas específicas para crianças menores em automóveis é obrigatória por lei, já que asseguram a integridade e evitam lesões graves em casos de acidentes.

Em caso de acidente com risco de traumatismo cranioencefálico, a criança deve ser acalmada caso esteja consciente. Se houver desmaios, mantenha a vítima imobilizada e busque ajuda médica de imediato. No surgimento de uma hemorragia, pressione levemente o local com pano ou gaze limpa. Observe-a até a chegada da ambulância.

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