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Algumas crianças, já ao nascimento podem apresentar uma importante deformidade craniana, principalmente na região posterior da cabecinha. Muitas vezes, ao nascimento, o pediatra acaba diagnosticando como sendo somente uma cabecinha torta, decorrente do parto e do posicionamento intra útero (o que pode também, estar correto).

 

Entretanto, em muitas destas, encontramos uma patologia chamada de torcicolo congênito. O nome já é bastante explicativo, sendo um torcicolo adquirido durante o desenvolvimento na gestação. Com o passar dos dias, os pais acabam percebendo que existe um vício de posicionamento da criança, que só gosta de virar a cabecinha para um dos lados.

Se tentarmos virar intencionalmente para o outro lado (e pais podem ficar tranquilos que pouco provável irá acontecer algo grave como quebrar o pescocinho), a criança em geral desenvolve uma certa irritabilidade, um chorinho que parece estar com uma dorzinha e logo imediatamente a cabecinha volta para a mesma posição.

Algumas vezes, em crianças mais desenvolvidas, podemos até modificar o posicionamento do tronco tentando virar a cabecinha.

Mas afinal o que seria esta doença?

A movimentação de nosso polo cefálico está condicionada à contração de alguns grupos musculares e ao relaxamento dos mesmos do lado contralateral do pescoço. O torcicolo em geral representa o encurtamento e a contratura mantida e tônica do músculo esternocleidomastoideo, causando o posicionamento do polo cefálico pouco mais fletido e lateralizado para o lado do músculo doente.  

Como a cabecinha dos bebezinhos é bastante frágil e flexível há, então, a formação de uma grande deformidade craniana de característica posicional chamada de plagiocefalia posicional que é muito mais intensa nestas crianças.

O tratamento por medidas de mudança de posicionamento, em geral, é pouco resolutivo e muitas vezes se faz necessário o atendimento especializado por fisioterapeutas especializadas, que provêm aos pais, técnicas específicas de posicionamento e de alongamento cervical, visando a redução da contratura e encurtamento muscular. Algumas vezes também é necessário a utilização de órtese craniana (capacete) para ajuste mais fino e correção apropriada de tais deformidades.

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