Problemas Comuns

A dor de cabeça incomoda e, em alguns casos, chega até a incapacitar. Com as crianças não é diferente. Bebês e pequenos em idade pré-escolar e pré-adolescentes podem apresentar os sintomas e ter suas atividades diárias afetadas pelo desconforto causado pela cefaleia.

Dados da Academia Brasileira de Neurologia mostram que 39% das crianças com seis anos já sentiram dor de cabeça pelo menos uma vez. O mais complicado nessa fase é conseguir verbalizar os sintomas para os pais e tratar a dor.

Para identificar a dor de cabeça nas crianças, é importante que os pais estejam atentos a possíveis sinais – principalmente nos bebês que ainda não falam. Colocar a mão na cabeça, no mesmo lugar, por diversas vezes; parar de realizar atividades que gosta bruscamente (brincar), além de evitar esforços físicos e claridade, podem ser alguns sinais de que a criança está realmente com dor.

Se ela já falar, vale acompanhar se as dores são recorrentes e se existe alguma situação gatilho que as desencadeia. O uso excessivo de computador, celular, tablete e televisão pode resultar em crises, assim como nos adultos, por conta da vista cansada. Outros problemas de visão ainda não tratados podem causar as dores – aqui vale acompanhar também com a escola como está o andamento da criança e ver se ela precisa realizar uma visita ao oftalmologista.

O sono desregulado também pode ser um gatilho para os sintomas. Dormir pouco para as crianças é como não desligar o cérebro, e não desligar uma das partes mais importantes do corpo acaba em incômodo, um pedido de ajuda: preciso de descanso!

Outras situações, como a alimentação desregrada, alergia a alguns alimentos, sinusite, barulho muito alto e estresse (sim, os mais jovens também podem estar estressados) desencadeiam episódios de dor de cabeça.

Se os casos aparecem isolados, com baixa intensidade e duração rápida, eles podem, geralmente, ser tratados de maneira convencional. Um chá, descanso, um pano molhado na testa e uma boa noite de sono são ótimos remédios para a esses casos de dor de cabeça.

Para ministrar medicações, mesmo que as dores de cabeça sejam esporádicas e fracas, é necessário consultar o pediatra e se informar sobre os analgésicos indicados para a criança. Diversos fatores interferem no tipo de remédio receitado, não vale a pena arriscar.

No entanto, se a cefaleia for muito recorrente e estiver acompanhada de alguns sintomas, como alteração motora, ‘desalinhamento’ dos olhos e dificuldades de raciocínio, é recomendado procurar um especialista: um neurologista pediátrico. Nessas situações, o médico realiza uma consulta detalhada, conhecendo o estilo de vida da criança e os sintomas, além de realizar exames de imagem do cérebro, se necessário.

Os tipos de dor de cabeça

Como dito, as dores de cabeça em criança, assim como nos adultos, podem estar ligadas a alguns gatilhos e também a doenças ou outras condições. Elas se dividem em dois tipos: as primárias e as secundárias.

As primárias não possuem ligação com outra condição, ocorrem por ‘si mesmas’. As secundárias resultam de outras doenças ou condições, como em casos de alergias ou um tumor, por exemplo.

Prevenção

Para prevenir as dores de cabeça em crianças a melhor dica é proporcionar qualidade de vida com uma rotina saudável de alimentação e exercícios, boas e suficientes horas de sono, tempo de descontração para evitar o estresse, além de hidratação e acompanhamento médico periódico.

É enxaqueca?

A enxaqueca é um dos tipos de cefaleia primária. Ela é conhecida por causar dores muito intensas com sensibilidade à claridade e, em muitos casos, acompanhada da aura – um período de perturbação visual que antecede os episódios de enxaqueca.

Ela pode ou não ser genética e pode acontecer em períodos pouco ou muito espaçados. Em alguns casos, a dor é tão intensa que é acompanhada de enjoos e vômitos.

Como nos outros casos de dor de cabeça, se houver suspeita de crises de enxaqueca, leve a criança ao médico para encontrar a melhor forma de tratamento.

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