Problemas Comuns

O que é

A lipomielocele é uma malformação no tubo neural, estrutura embrionária responsável pela constituição do cérebro e da medula espinhal.

Conhecida também como lipomielomeningocele, a desordem congênita se manifesta por meio de lesões cutâneas na região lombo-sacral, chamadas de lipomas. Essas saliências gordurosas se encontram firmes à superfície dorsal que não se desenvolveu de forma adequada.

Quando isso ocorre, o tecido nervoso sai por meio de um orifício da medula espinhal aberta. Sendo assim, a protuberância que se desenvolve fora da vértebra - conhecida também como espinha bífida posterior - fica exposta e desprotegida.

A malformação, que chega a acometer até cinco crianças a cada mil nascimentos, está enquadrada dentro do disrafismo espinhal, termo atribuído para anomalias causadas pela ausência ou fusão inacabada de estruturas espinhais.  

Se a lipomielocele for identificada e tratada com rapidez, o prognóstico costuma ser positivo, ou seja, as chances de cura são muito altas. Com o crescimento da coluna vertebral do feto, as raízes nervosas se deformam aos poucos, contribuindo para a piora da doença, por isso a importância do diagnóstico precoce.

Quais as causas

Ela surge por conta de falhas genéticas, derivada de fatores hereditários e até agentes externos. Pesquisas apontam a ingestão de ácido fólico (vitamina do complexo B) como um fator determinante para o surgimento dessa anomalia em bebês.

Sintomas

No caso desse disrafismo espinhal, a massa subcutânea (abaixo da pele) provoca sérias implicações de ordem neurológica e, portanto, devem ser removidas o quanto antes. Disfunção na bexiga, pés deformes, debilidade e paralisia nos membros inferiores são alguns agravamentos que podem ser sentidos pelo paciente. Porém, metade dos recém-nascidos com o transtorno não apresentam qualquer sintoma da anomalia.

Muitas vezes a lipomielocele pode ser identificada por uma saliência subcutânea gordurosa semiflutuante, ou por pelos anormais, manchas e pequenas depressões que se assemelham a covinhas. Em casos mais graves, o paciente pode se encontrar com espasticidade e dor incessante nas pernas e pés.

De forma geral, a desordem é relativa à quarta semana de formação do embrião. Inclusive, esse problema é mais comum do que se imagina, já que pode ser constatado em até cinco bebês a cada mil nascimentos. Segundo estudos indicam, a malformação no fechamento da coluna vertebral é mais prevalente em pacientes do sexo feminino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença pode ser realizado por ressonância magnética, no período pré ou pós-natal. Já a tomografia computadorizada só pode ser feita depois do nascimento do bebê.

Na investigação desse disrafismo espinhal deve ser levada em consideração a localização do lipoma, e se o mesmo se encontra ligado a alguma raiz nervosa.

Se for comprovada a ligação entre nervos e a protuberância gordurosa encrustada na espinha, o cirurgião responsável deverá reavaliar o procedimento para evitar agravamentos.  

Hospitais cadastrados