Problemas Comuns

O que é?

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma condição que comumente se manifesta em crianças de 6 a 12 anos de idades. Essa síndrome (conjunto de doenças) está associada à distração, agitação, esquecimento, desorganização, entre uma série de deficiências cognitivas que podem prejudicar o indivíduo na fase escolar e vida social.

Muitas vezes o transtorno de neurodesenvolvimento pode ser confundido com o autismo de baixo grau: a Síndrome de Asperger. No entanto, o déficit de atenção e a impulsividade são os únicos sintomas em comum.

Apesar dos sintomas de TDAH serem reduzidos durante o fim da puberdade, o paciente que não se tratou do déficit de atenção quando criança poderá ter sua vida profissional e acadêmica comprometida, mesmo depois de adulto. Cerca de 60% dos pacientes que manifestam a condição durante a infância, ainda apresentam algum indício do transtorno depois dos 18 anos de idade. Por isso, dada a intensidade dos sintomas, o diagnóstico deve ser realizado o quanto antes.

Qualquer pessoa poderá desenvolver pelo menos um dos sinais associados ao TDAH durante a primeira década de vida, mesmo que de forma mais branda. Mas vale ressaltar que a margem de pacientes acometidos pelo déficit varia de 3% a 6% do total das crianças. Por isso a importância de dirimir as dúvidas aos primeiros sinais do distúrbio neurológico. 

Quais as causas?

O transtorno é de "base orgânica" e está ligado diretamente com uma disfunção em áreas do córtex cerebral, chamada também de Lobo Pré-Frontal. Essa região é associada com a concentração, memória e impulsividade do indivíduo.

Geralmente esse distúrbio cerebral ocorre em virtude de condições genéticas, ou seja, de fatores de predisposição herdados de pai para filho. Contudo, agentes externos como ambientes disfuncionais, desorganizados e agitados, podem contribuir para o aparecimento do TDAH.

Segundo estudo apontado no site Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância, a ocorrência do distúrbio é mais constatada em famílias em que os pais estão desempregados, ou de responsáveis que possuem um histórico educacional deficitário.

Qual o grupo de risco? 

Na infância, o TDAH atinge mais meninos que, de forma geral, apresentam problemas relacionados à hiperatividade. Mas isso não implica que meninas também não sejam acometidas pelo transtorno.

Outro grupo de risco evidente são os filhos de pacientes do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Conforme citado acima, a condição costuma aparecer de forma genética. Portanto, é comum que pais com histórico de hiperatividade e déficit de atenção transmita esse distúrbio para seus filhos. 

Nos últimos anos, a medicina constatou que o uso desmedido de tabaco durante a gestação, possibilita que a criança nasça com predisposição ao transtorno.

Sintomas 

Como o próprio nome do transtorno já entrega, os principais sintomas estão associados diretamente com o déficit de atenção e hiperatividade, podendo ser dividido em três tipos.

O primeiro condiz com a facilidade em se distrair, principalmente durante alguma atividade que envolva concentração. Geralmente isso acontece durante uma leitura de livro ou na explicação do professor na sala de aula. O paciente apresenta dificuldades de organização e evita tarefas que envolvem esforço mental, inevitavelmente suas notas são comprometidas pelo déficit de atenção.

O segundo tipo diz respeito à hiperatividade. Nesse caso a criança dificilmente se mantém parada ou em silêncio. A agitação nos braços e pernas é contínua. Na escola o aluno é estigmatizado por ser falador. Dificilmente espera sua vez de falar e, com frequência, dá respostas precipitadas antes mesmo da conclusão da pergunta. De forma equivocada sua condição é vista como indisciplina por professores e colegas de sala. 

No terceiro caso, o paciente sofre simultaneamente, e de forma intensa, com os dois tipos de transtornos. 

Diagnóstico 

A constatação do TDAH é feita a partir dos seis anos de idade. Antes disso, é muito difícil identificar o transtorno, já que quase todas as crianças manifestam agitação e distração em excesso.

Tendo em vista os sintomas aqui apresentados, o responsável deve procurar assistência de um neurologista. Alguns testes neuropsicológicos avaliarão a condição do paciente, bem com a intensidade do transtorno.

Tratamento 

O tratamento é feito por via medicamentosa, simultaneamente com terapia. No primeiro, é prescrito para o paciente algum psico-estimulante ou antidepressivo que vai impulsionar a atenção e inibir a agitação.

A terapia também se faz necessária, é importante que um profissional acompanhe o progresso cognitivo e social da criança. Assim será possível constatar os avanços dados em direção ao restabelecimento das atividades normais do paciente. 

Prevenção 

Não existe uma maneira de prevenção eficaz, apenas que evite o consumo de cigarro durante a gravidez. Outra recomendação é a atenção que os pais devem ter após o diagnóstico do transtorno que pode ser atenuado, mas jamais ser curado por completo.

O acompanhamento psicológico e médico deve ser mantido regularmente, bem como o auxílio dado pela própria família. Dessa maneira, a ansiedade da criança será amenizada. Embora o carinho seja essencial para a recuperação, os pais devem tomar cuidado com a permissividade.

A criança deve ser constantemente incentivada a realizar suas tarefas escolares, independentemente do grau de déficit de atenção e da hiperatividade. Esse acompanhamento próximo dos pais pode ser feito por meio de terapias comportamentais e a utilização de modelos de compensação e castigo.

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